O esporte de motociclismo off
road no estado do Rio vai de mal a pior. Por um lado temos a agonia da morte lenta da
Federação oficial devorada pelas próprias entranhas por parasitas auto-destrutivos que só vão sossegar quando estivemos
todos na cova rasa. Por outro lado temos
a outrora robusta liga também vitima dos poderes solitários de uma só pessoa tomando decisões que
não atendem a modernidade do esporte.
Leio a revista Motocross Action, revista americana de maior conceito, que desde a
década de setenta nos primórdios cobre o esporte com competência e
maestria. No mundo do motocross e enduro
além mar, a moto dois tempos ainda está na ativa e com força total. Só os nossos dirigentes estão na contra mão da história.
Agora em Glenn Helen na Califórnia na primeira semana de Abril vai haver o campeonato mundial 2T. O que nosso dirigente da liga faz? Extingue a categoria 2 Tempos e pra completar também a categoria MX 1. Não da outra alternativa aos pilotos dois tempos a não ser correr na força livre. No esporte amador americano, pode-se alinhar no gate da MX 2 (250) com uma 2T 250. Aqui no Brasil não. Num pais onde o esporte é o mais caro do mundo retirar uma categoria onde pilotos estão começando o esporte com moto importada é uma besteira sem tamanho.
Agora em Glenn Helen na Califórnia na primeira semana de Abril vai haver o campeonato mundial 2T. O que nosso dirigente da liga faz? Extingue a categoria 2 Tempos e pra completar também a categoria MX 1. Não da outra alternativa aos pilotos dois tempos a não ser correr na força livre. No esporte amador americano, pode-se alinhar no gate da MX 2 (250) com uma 2T 250. Aqui no Brasil não. Num pais onde o esporte é o mais caro do mundo retirar uma categoria onde pilotos estão começando o esporte com moto importada é uma besteira sem tamanho.
Devido a essa falta de
renovação, culpa
da miopia dos dirigentes, vemos sempre os mesmos pilotos nas corridas. Premiação é sempre pra quem não precisa. Não havia premiação na categoria 2T, e na Força-Livre e MX1 até o décimo. Sempre os
mesmos que ganham e levam a fatia maior pra casa, exatamente os que menos precisam. Cartas marcadas?
O nosso esporte não evolui enquanto que em
outros estados vemos o esporte crescer a passos largos. Pilotos que não chegam a
ficar entre os 10 primeiros no seu estado vem aqui e fazem a festa em
cima da nossa gente. Há dez anos que
temos os mesmos pilotos de ponta aqui no Rio, que em alguns casos tentam a sorte em alguma competição de nível nacional, mas não têm resultados expressivos (com excessão de Swian). As novas promessas não conseguem evoluir por falta
de estrutura. Por outro lado vemos quem para evoluir a passos largos quando a família o leva pras corridas fora do nosso estado e no exterior, não
medindo esforço e dinheiro, expondo-o a concorrência de alto nível.
Enquanto isso no Rio o nosso
esporte depende das prefeituras que anexam o ranço da politicagem usando o
esporte para fins eleitoreiros.

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