 |
| Caravana pilotando a CBM |
"O
negócio de competição motociclstica é uma vala rasa de dinheiro, um longo corredor de plástico onde ladrões e cafetões andam soltos e bons homens morrem como cães. Há também, o lado negativo" -
Hunter Thompson
De fato! Alexandre Caravana não é mais Presidente da Confederação Brasileira de Motociclismo. As notícias se espalharam pra geral a nível nacional como fogo morro acima, devido ao tamanho do rombo e da audácia (alguns diriam burrice) com que malversou os fundos da CBM.
5 milhões de reais é o tamanho do rombo conforme noticiou o site
O Lance, uma das maiores revistas esportivas on-line do país. Tamanha façanha jamais foi vista em todos os anais esportivos do País.
Com isso aparece a grande questão aqui no Rio sobre a legitimidade da atual gestão da FEMERJ, onde a filha do ex - Presidente Caravana tem cargo executivo com amplo poder de mando e desmando. Nas palavras da própria Melina Guelman, a FEMERJ é a única Federação diferente do Brasil: tem uma gestão onde o Presidente da entidade é um “Cargo Político” e a “Diretoria executiva” por ela exercida pessoalmente, é que é responsável e toma as decisões. Uma espécie de “Parlamentarismo” como ela mesmo definiu, só que sem Parlamento! Tal “Parlamentarismo” seria fachada e estaria intimamente ligado ao escândalo de rombo na CBM e que poderia provocar sanções penais ou cadeia para os envolvidos? A “diretoria” da FEMERJ deve estar de cabelos em pé!
O relatório da comissão da CBM que culminou no impeachment de Caravana constatou varias transações escusas entre a CBM e a FEMERJ, imputando suspeitas que a Melina Guelman, funcionaria da Femerj, e sua mãe, ex-funcionária da CBM, estariam coniventes com pagamentos fraudulentos e despesas fantasmas. Essa relação entre as duas entidades é caso gravíssimo requerendo o afastamento imediato da Melina Guelman como funcionária da FEMERJ, e do Presidente Alex Neves de sua função por no mínimo incompetência grosseira e omissão até o termino das investigações.
Não vamos falar aqui sobre a desastrosa gestão atual da FEMERJ onde tudo, absolutamente tudo da errado. Que incompetência! O desastrosa gestão de 2010 com os campeonatos pífios de Motocross, Cross Country e Velocross está amplamente registrado. O que sabemos é que agora é o tempo de mudança: a “Primavera dos Pilotos”. Chance que nem essa de mudança na FEMERJ não vai existir. Agora ou nunca.
Acostumados a achincalhar os pilotos, a gestão atual da FEMERJ herdou do Ex-Presidente as mesmas táticas sujas de intimidação e medo. Pilotos cariocas descontentes e os que ousaram elaborar uma Associação de Pilotos, ou foram interpelados pessoalmente ou “por recado” pela Melina Guelman, funcionária da Femerj e filha de Caravana, para inclusive ter "cuidado" para não repetir ou repicar via Internet as noticias sobre a derrocada do seu pai Caravana, sob pena de “cadeia” e/ou processos na justiça. É o Nepotismo em ação!! Essas táticas mafiosas e de real desespero, não vão prosperar aqui no Rio. O esporte cresceu, os pilotos não são mais ingênuos. Os únicos que não viram isso vão cair pela estrada. Isso também é fato
Uma nuvem negra paira sobre a gestão atual da FEMERJ onde tudo e escondido dos pilotos. Quanto se cobra pra fazer uma corrida? Quem são os Moto Clubes que elegem o Presidente. Existe algum Moto Clube fantasma ou são todo legítimos?.. Aonde vai o dinheiro de premiação? Porque a premiação do Estado do Rio é a mais baixa do Pais? Porque uma pessoa sem o mínimo de experiência esportiva e administrativa com laços estreitos e familiares com o Presidente deposto, por deixar um rombo de 5 milhões na CBM, ainda não entregou seu cargo?
Que artimanha colocou a Melina Guelman, filha do ex Presidente Alexandre Caravana da CBM como executiva e detentora de poder absoluto da FEMERJ? Isso cheira a Nepotismo, amadorismo e fraude. Isso condiz com os estatutos de Federação. Como uma funcionaria pode exercer mais poderes do que o Presidente que seria em tese seu Patrão? Qual a tamanho do envolvimento da FEMERJ no caso da fraude gigantesca na CBM, já que o relatório da Comissão afirma categoricamente essa ligação, inclusive dando nomes aos bois?? Existe rombo também na FEMERJ?
Essas são apenas algumas questões que precisam ser respondidas, senão de nada adiantara a CBM tentar moralizar o esporte e deixar uma ferida purulenta aqui no Estado do Rio. Queremos uma FEMERJ limpa e transparente para começar uma pagina nova no nosso esporte conforme esta sendo feito agora na CBM. A Diretoria da FEMERJ atual tem o ranço da era Caravana, e pelo jeito está intimamente ligada com que existe de pior nessa malfadada administração.
Agora resta saber se a nossa classe de pilotos tão dividida pela própria natureza do esporte competitivo e individualista (só você e a moto contra o resto) etc., é que não deixa espaços para o erro de confiar nos outros pilotos dentro da pista (se confiar ta morto), pode traduzir em solidariedade fora das pistas. É uma mentalidade própria do esporte, especialmente no Motocross. Eis aí a grande dificuldade em criar uma Associação de Pilotos representativa: Todos tem interesses próprios, as vezes conflitantes, que dificilmente se encontram. Os dirigentes sabem disso e se aproveitam. Vamos ver como foi essa reunião lá de Itatiaia...