terça-feira, 7 de junho de 2011

Do Rombo na CBM

Caravana pilotando a CBM
"O negócio de competição motociclstica é uma vala rasa de dinheiro, um longo corredor de plástico onde ladrões e cafetões andam soltos e  bons homens morrem como cães.  Há também, o lado negativo" -  Hunter Thompson

De fato!  Alexandre Caravana não é mais Presidente da Confederação Brasileira de Motociclismo. As notícias se espalharam pra geral a nível nacional como fogo morro acima, devido ao tamanho do rombo e da audácia (alguns diriam burrice) com que malversou os fundos da CBM.  5 milhões de reais é o tamanho do rombo conforme noticiou o site O Lance, uma das maiores revistas esportivas on-line do país.  Tamanha façanha jamais foi vista em todos os anais esportivos do País.

Com isso aparece a grande questão aqui no Rio sobre a legitimidade da atual gestão da FEMERJ, onde a filha do ex - Presidente Caravana tem cargo executivo com amplo poder de mando e desmando.  Nas palavras da própria Melina Guelman, a FEMERJ é a única Federação diferente do Brasil: tem uma gestão onde o Presidente da entidade é um “Cargo Político” e a “Diretoria executiva” por ela exercida pessoalmente, é que é responsável e toma as decisões. Uma espécie de “Parlamentarismo” como ela mesmo definiu, só que sem Parlamento!  Tal “Parlamentarismo” seria fachada e estaria intimamente ligado ao escândalo de rombo na CBM e que poderia provocar  sanções penais ou cadeia para os envolvidos? A “diretoria” da FEMERJ deve estar de cabelos em pé!

O relatório da comissão da CBM que culminou no impeachment de Caravana constatou varias transações escusas entre a CBM e a FEMERJ,  imputando suspeitas que a Melina Guelman, funcionaria da Femerj, e sua mãe, ex-funcionária da CBM, estariam coniventes com pagamentos fraudulentos e despesas fantasmas.  Essa relação entre as duas entidades é caso gravíssimo requerendo o afastamento imediato da Melina Guelman como funcionária da FEMERJ, e do Presidente Alex Neves de sua função por no mínimo incompetência grosseira e omissão até o termino das investigações.

Não vamos falar aqui sobre a desastrosa gestão atual da FEMERJ onde tudo, absolutamente tudo da errado.  Que incompetência! O desastrosa gestão de 2010 com os campeonatos pífios de Motocross, Cross Country  e Velocross está amplamente registrado.  O que sabemos é que agora é o tempo de mudança: a “Primavera dos Pilotos”.  Chance que nem essa de mudança na FEMERJ não vai existir. Agora ou nunca.

Acostumados a achincalhar os pilotos, a gestão atual da FEMERJ herdou do Ex-Presidente as mesmas táticas sujas de intimidação e medo.  Pilotos cariocas descontentes e os que ousaram elaborar uma Associação de Pilotos,  ou foram interpelados pessoalmente ou “por recado” pela Melina Guelman, funcionária da Femerj e filha de Caravana, para  inclusive ter "cuidado"  para não repetir ou repicar via Internet as noticias sobre a derrocada do seu pai Caravana, sob pena de “cadeia” e/ou processos na justiça.  É o Nepotismo em ação!! Essas táticas mafiosas e de real desespero,  não vão prosperar  aqui no Rio.  O esporte cresceu, os pilotos não são mais ingênuos.  Os únicos que não viram isso vão cair pela estrada.  Isso também é fato

Uma nuvem negra  paira sobre a gestão atual  da FEMERJ onde tudo e escondido dos pilotos. Quanto se cobra pra fazer uma corrida?  Quem são os  Moto Clubes que elegem o Presidente.  Existe algum Moto Clube fantasma ou são todo legítimos?..  Aonde vai o dinheiro de premiação?  Porque a premiação do Estado do Rio é a mais baixa do Pais?  Porque uma pessoa sem o mínimo de experiência esportiva e administrativa com laços estreitos e familiares com o Presidente deposto, por deixar um rombo de 5 milhões  na CBM, ainda não entregou seu cargo?

Que artimanha  colocou a Melina Guelman, filha do ex Presidente Alexandre Caravana da CBM como executiva e detentora de poder absoluto da FEMERJ?  Isso cheira a Nepotismo, amadorismo e fraude.  Isso condiz com os estatutos de Federação.  Como uma funcionaria pode exercer mais poderes do que o Presidente que seria em tese seu Patrão? Qual a tamanho do envolvimento da FEMERJ no caso da fraude gigantesca na CBM, já que o relatório da Comissão afirma categoricamente essa ligação, inclusive dando nomes aos bois??  Existe rombo também na FEMERJ?

Essas são apenas algumas questões que precisam ser respondidas, senão de nada adiantara a CBM tentar moralizar o esporte e deixar uma ferida purulenta aqui no Estado do Rio. Queremos uma FEMERJ limpa e transparente para começar uma pagina nova no nosso esporte conforme esta sendo feito agora na CBM.  A Diretoria da FEMERJ atual tem o ranço da era Caravana, e pelo jeito está intimamente ligada com que existe de pior nessa malfadada administração.

 Agora resta saber se a nossa classe de pilotos tão dividida pela própria natureza do esporte competitivo e individualista (só você e a moto contra o resto) etc., é que não deixa espaços para o erro de confiar nos outros pilotos dentro da pista (se confiar ta morto), pode traduzir em solidariedade fora das pistas.  É uma mentalidade própria do esporte, especialmente no Motocross.  Eis aí a grande dificuldade em criar uma Associação de Pilotos representativa: Todos tem interesses próprios,  as vezes conflitantes, que dificilmente se encontram.  Os dirigentes sabem disso e se aproveitam. Vamos ver como foi essa reunião lá de Itatiaia...