É isso aí meus caros parceiros!!
Em uma das colunas do velhinho ranzina e rabugento, falei da 5ª etapa de Motocross e que em a Femerj não conseguiria estragar uma corrida em Rocha Leão. Ledo engano. Aconteceu o impensável. A Diretoria da Femerj desmarcou a corrida em cima da hora deixando organização, pilotos e patrocinadores chupando o dedo amargo do desprezo, desrespeito e desdém. Parece que a Femerj chegou ao fundo do poço, mas posso estar enganado. Quem é ruim ta sempre buscando novos níveis até então inimagináveis de ruindade. Quem cava o próprio buraco ta sempre querendo companhia. Xô Satanás!
Ai parceiros! Vamos apoiar o Max que teve que adiar a corrida pro dia 7 de Setembro
Caralho, já sou um piloto PC, pé na cova!! A memória vai falhando, fica mais seletiva, os neurônios tiram férias, as vezes pra nunca mais voltar. Agente esquece rápido as coisas ruins, e só lembra quando a realidade bate a porta. Esses dias eu entrei no site da Femerj (se for piloto masoquista entre nas notícias da FEMERJ e veja quantas corridas foram desmarcadas, adiadas e canceladas, Tudo em prol dos pilotos HAHAHA!! Promessas quebradas? São incontáveis!) procurando saber quem é o Presidente da entidade porque todo mundo fala que aquilo é um ninho de nepotismo.
Apertei o ícone “Diretoria” e aparecem os dizeres “Página indisponível ou inexistente!” Note o ponto de exclamação! Não inventei tá no site! É verdade, a diretoria da Femerj está indisponível e inexistente! Quem é o Presidente? Quem são os Diretores? É o cúmulo da realidade fantástica! Só sabemos que o Presidente é um ausente (a denunciante o chamavaele de “bucha”), e que aparentemente a filha do Presidente da CBM é que toma todas as decisões com a benção de Papai. Boato!
Desanimado apertei o ícone “notícias” e me deparei com uma anúncio da entidade que eu tinha apagado da minha memória. A notícia relatava que a Femerj juntou as modalidade Velocross com Cross Country. Isso mesmo! A Femerj juntou as duas modalidades em um só campeonato! Pera ai! Não pode ser! Não é possível um disparate tão grande! É como juntar os campeonatos de futebol de Salão e Futebol de Campo! Os dirigentes “indisponíveis e inexistentes” conseguiam criar mais essa proeza! Entendo agora como apaguei essa notícia da minha memória. É muito para os neurônios que restaram. Só uma Diretoria “indisponível inexistente” poderia criar mais essa aberração. Parabéns Femerj você conseguiu se superar! O pior é que todos os pilotos foram para a prova do Brasileiro de Velocross em Maricá para pontuar no Cross Country só pra chegar lá e serem informados com a costumeira arrogância pelos “indisponíveis e inexistentes” que não ia mais valer. Viajamos centena de kilometros, puta merda!
Agora uma boa notícia, Raul Guilherme está de volta aos treinos depois de um acidente sério no Brasileiro de Velocross em Maricá. Já está treinando em Cabo Frio, e em breve vamos ter o grande campeão de volta as pistas. Uma das reivindicações no protesto de vários pilotos contra as mazelas da Femerj é o fato que a entidade trás pilotos de outras federações para correr no nosso campeonato, bancando todas as despesas, e jamais, repito jamais levam os pilotos filiados para participar de provas em outros Estados. Em suma valorizam os pilotos de fora em detrimento dos daqui. Por isso que você não vai ver pilotos de ponta do nosso Estado do Rio nos campeonatos da Femerj. Finalmente os pilotos estão tomando o destino nas próprias mãos.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Da CR 250cc 1993
José Silvino pegou a Cr250 zerinho, zerinho na caixa. Era o seu sonho. Desde pequeno sonhava com aquela máquina. Aquela CR, a legendária Honda. Silvino foi o primeiro dono de uma moto que nós do ramo chamamos de “quebradeira”. Há motos que quebram o piloto e há motos que quebram a banca do piloto. Essa CR fez a duas coisas. A história de Silvino se repetiu com todos os donos. Iludir e depois quebrar ou o cú ou a banca de todos seus 16 donos. Sem exceção! Há humores que a CR matou um Argentino, mas não tenho certeza. Se matou que pena!!
Quando peguei essa moto em 2004 ela já tina 11 anos. Foi comprada originalmente na Moto Matsuo, era oficial e curiosamente tinha um aro 18 na traseira, estranho para uma CR motocross de 1993. A moto estava na região há alguns anos e tinha quebrado pelo menos dois cabruncos. O primeiro oriundo da França porrou numa van lotada e o segundo, um Israelense caiu de um penhasco em cima do telhado de uma casa. Todos dois chuparam sopa pelo canudo e viam nos sonhos a vó pela greta. Nenhum dos dois voltou a andar de moto.
Comprei a moto de Luminária que achou a CR jogada no tempo e pagou uma mixaria, afinal, o cara quase que deu a moto. Satisfeito que tinha pegado uma CR a preço de Banana o iludido ”esperto” mandou “reformar”, gastou 3 mil, montou o seu cú em cima só pra voltar empurrando. Quebrou o pistão. Conserto feito conserto próximo: Quebrou o link do amortecedor. “Puta Merda!” Pensou o Luminária, “vou passar essa merda.”
Chegou eu. Levei meu mecânico,o Zé Marreta, que era um louco por CR, mesmo que fosse uma merda quebradeira. “Velho, O quadro ta soldado, mas filé” dizia Marreta. “Velho, OS ROLAMENTOS DO LINK não existem E O LINK TEM UMA SOLDA, MAS TÁ DOMINADO” DIZIA COM UM OLHAR DE VIDRO. “Velho o motor ta com um barulho de rolamento no primário, mas que motorzão!!” Babava o mecânico Marreta. Mesmo sabendo no íntimo que tava comprando um sanhaço, gamei. Afinal aquilo era uma CR.
Testei a moto no condomínio e quando pulei o quebra mola delirei. “Que motorzão, Que suspensão!” pensei eu no auge da demência. Dia seguinte quebrou a solda do link levando o amortecedor junto. Consertei. O radiador furou comprei um novo. Os rolamentos do link e chassis tudo fudido. Comprei e botei novo. Roncou motor comprei o kit. Quebrou palheta de torque comprei um Boyesen. O carburador fudeu. Botei novo. No final das contas. Gastei 10 mil só de peças
Ai o extraordinário aconteceu. Marreta meu mecânico ofereceu comprar a moto depois que botei tudo, mas tudo novo. Dez mil de novo!! Mal acreditando que um mecânico compraria aquela merda e disfarçando a minha incrível alegria, vendi. Fomos fazer uma trilha juntos, e, ao passar num rio, quebrou a carcaça a 50 km do nada. Mais mil de conserto.. e com a carcaça foi o resto das engrenagens do kick. Marreta até hoje senta de lado e não consegue virar o pescoço. Legado da fumada no seu rabo e o tombo nas dunas que quase o matou.
Aí o inusitado aconteceu. O Luminária comprou a moto de volta por 3 mil do Marreta. Luminária emprestou a moto pra outro Argentino que sem saber do “passado” da CR montou seu cú amplo no banco. A corrente soltou da coroa e quebrou a carcaça do outro lado. Mais 3 mil. Vendeu pra um otário de Rio das Ostras que andou sem óleo e fudeu o motor.
Passaram-se alguns anos. Era crepúsculo. Grande, de Casimiro, aparece na penumbra em minha oficina e me traz para troca uma CR “filé” toda original. Na sombra da noite a moto reluzia como um raro brilhante de mil e uma noites. Vidrei. Negocio fechado. No dia seguinte de manhã olhei a moto com carinho. Olhei a balança. Estava escrito “Motobase” adesivo que o Argentino moribundo tinha colocado na moto. Era ela a CR!! Tinha voltado para mim! Inacreditável”.
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